
O Sol conta com mais pormenores a notícia que tinha sido dada em primeira mão por Rui Avelar. Chama-lhe Figueira Connection e tem como protagonistas Paulo Pereira Coelho, Miguel Almeida, Valentim Loureiro, João Bartolomeu e outros artistas secundários. O Sol quando nasce é um espectáculo!
“Está em causa a venda de dois terrenos municipais na marginal da Figueira da Foz para a construção de um hotel que o DIAP de Coimbra e a Polícia Judiciária investigam desde 2005. O SOL teve acesso a parte da documentação que está sob investigação.
Tudo começa em 1999. Mandatado por Pedro Santana Lopes, então presidente da Câmara da Figueira, para implementar uma «piscina oceânica» naqueles terrenos municipais, o vereador Miguel Almeida encontra-se com Valentim Loureiro (presidente da Liga de Clubes), João Bartolomeu e António Bastos (administradores da União de Leiria e sócios da empresa Proabita), no Grande Hotel da Figueira da Foz, a 28 de Julho. A Proabita tinha começado a comprar meses antes as propriedades vizinhas dos terrenos da autarquia.”
A Sam lembra que já é a 3ª ou 4ª vez que Rosa do Sol brilha à conta de Rui Avelar… pelo menos, podia dizer obrigado.

Afinal Coimbra é uma lição…
Aqui também se faz jornalismo de investigação, sem receio.
Acredito que o SOL vai seguir o trabalho do Rui Avelar.
Quem sabe se o jornal nacional vai brilhar nas águas…
Na próxima semana é que se saberá…
Até lá, nada como desfrutar as águas cálidas do Mondego.
Para além do bastonário, Coimbra afirma-se irreverente.
Tal como na Queima das Fitas
Ouçam “The words and the days”, de Enrico Rava Quintet
Prodigioso
Litoral Norte em perigo
Conexão São Sebastião-Europa
Ex-assessor, Flávio Ciappina, que foi do grupo de Juan Garcia, conta como prefeito chegou ao Riviera Group
Juan Garcia era um médico popular que gostava de debater os problemas de São Sebastião. Concorreu a deputado federal em 2002. Não se elegeu, mas em 2003 juntou um grupo de 17 amigos para ajudá-lo a realizar o sonho de ser prefeito.
Antes da campanha, ele montou um plano para arrecadar R$ 2 milhões. Empresários dos setores de lixo, transportes e merenda seriam os grandes doadores, em troca de relacionamento privilegiado com a prefeitura.
De novembro de 2003 a fevereiro de 2004, ano da campanha, Luis Carlos soares, dono de uma empresa de ônibus, gravou as reuniões em que Garcia e assessores, como Artur Balut pediam doações eleitorais.
Luis: Mas esse dinheiro é por dentro ou por fora?
Garcia: Por fora.
Balut: Ninguém colabora em campanha por colaborar.
Balut é o tesoureiro informal da campanha, quer ser vice-prefeito. O grupo chega a projetar doações no valor de R$ 8,4 milhões.
As doações ficam abaixo do esperado. Garcia rompe com Balut. O novo coordenador do grupo passa a ser o empresário Andelmo Zarzur Jr.
De repente, os problemas financeiros acabam e a campanha passa a contar com uma grande infra-estrutura e a fazer grandes comícios.
Juan Garcia é eleito prefeito. Em seguida, viaja para Portugal e espnha na companhia de Zarzur Jr. A viagem foi notícia na imprensa local.
O microempresário Zarzur Jr., que antes dirigia uma Parati, passa a desfilar em uma BMW X-5. A Petrobras decide que a base de gás seria em Caraguatatuba. Mas Zarzur Jr. E Emídio Mendes haviam comprado lotes na costa norte e na região portuária.
O prefeito envia um Plano Diretor à Câmara. Previa um aumento da área construída e verticalização com prédios de até 20 metros de altura, favorecendo a região onde o empresário português mais comprou terrenos.
Vice-prefeito, Paulo Henrique Santana denuncia esquema de arrecadação de doações de campanha, enriquecimento ilícito do grupo ligado a Juan Garcia e favorecimento ao Riviera Group no Plano diretor da cidade.
(Texto baseado no depoimento de Flávio Ciappina à Justiça)
Ciappina abre o verbo
Sérgio Duran no Estadão de 29 / 10
Ex-assessor de Juan Pons Garcia (PPS) Flávio Ciappina diz não entender, hoje, como acabou envolvido nos esquemas da campanha eleitoral que elegeu o prefeito de São Sebastião.
“Na época não havia nada do que há agora. Fui enxergando aos poucos. Eu acreditava nele. Quando começaram as pressões sobre empresários por doações, comecei a ver, conta”.
Ciappina apresentou depoimento documentado à justiça – que denunciou o ex-assessor, o prefeito e um grupo de amigos que dava suporte a Garcia por prática de extorsão e formação de quadrilha – na tentativa de ser beneficiado pelo programa de delação premiada. Por meio da Lei 9.807/99, ele poderá redução de pena se ajudar na investigação.
Garcia era cliente de Ciappina na Náutica Santana, da qual o ex-assessor é sócio. No depoimento, ao qual o estado teve acesso, estão anexados documentos como a nota fiscal da compra, por Garcia, de uma lancha CarbrasMar 28 Fly, por R$ 39 mil, logo depois da eleição.
Outras notas comprovam gastos de R$ 306.127,23, usados na reforma da lancha, equipada com dispositivos como ar-condicionado no valor de R$ 10 mil. Os pagamentos, afirma Ciappina, eram feitos em dólar.
O ex-assessor revela as práticas de pressão sobre empresários e afirma no depoimento que o grupo de amigos que apoiava o prefeito – muitos dos quais transformados em secretários da prefeitura depois da eleição – chegou a projetar ganhos de mais de R$ 8 milhões.
Parte do depoimento dá destaque à chegada de Andelmo Zarzur Júnior ao grupo, três meses antes da eleição, quando, então, os problemas financeiros da campanha acabaram. Os empresários achacados, segundo Ciappina, dificilmente cediam às pressões. Já Zarzur Jr. Parecia ter a chave do cofre.
Há tanto para investigar na Figueira…Porque é que o Ministério Público no Tribunal administrativo daí de Coimbra não actua na Figueira???Só Coimbra?Estarão cegos?Ou não gostam de vir à Figueira?Parem aquela trampa já.