Sugestões de praias, actividades de lazer e desporto, festas e romarias preenchem os meses quentes nos media regionais
Jornais de Coimbra apostam em conteúdos de Verão
Os jornais da cidade preparam um destaque especial durante esta época, para responder aos interesses de quem está de férias e não só. “No Verão fazemos um jornalismo sazonal, com uma cobertura mais dedicada ao lazer, com destaque particular à zona litoral”, explica o director do Diário As Beiras, António Abrantes.
Os leitores do Diário de Coimbra (DC) também já puderam constatar algumas alterações, já que ao domingo o jornal publica um destacável de quatro páginas dedicado a temas de Verão.
O suplemento, a publicar até ao final da estação, inclui “um roteiro de praias, curiosidades, restaurantes, conselhos a ter com o sol, actividades próprias da época, como descidas do rio e outros desportos radicais”, conta o chefe de redacção do DC, Manuel de Sousa.
Para além disso, o diário pretende intensificar a cobertura a diversas iniciativas a decorrer na região ao longo dos próximos meses, como as feiras e festas de várias localidades e a Expofacic (Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede), que também vai merecer um destacável diário.
Manuel de Sousa realça ainda o acompanhamento dos estágios das equipas da Académica e do Naval e o início da próxima época dos campeonatos de futebol, prevendo a publicação de “um caderno especial sobre o arranque do campeonato”.
O chefe de redacção do DC acredita que, ainda que o caudal de informação não seja muito menor face ao resto do ano, os meses de Verão “permitem fazer reportagens e trabalhos jornalísticos que, noutras alturas, por questão de agendamento, não são possíveis de concretizar”.
Sem planos para uma cobertura diferente do habitual está a delegação de Coimbra do Diário de Notícias (DN). O editor responsável pela delegação da cidade, João Fonseca, explica que “o DN publica diariamente seis páginas dedicadas ao Verão, mas sem enfoque específico em nenhuma região do País em particular”. A opção é “editorial”, pelo que “a participação das delegações nesse sentido é limitada, fazendo reflectir as regiões na medida do que lhes é pedido”, acrescenta o jornalista.
Órgãos nacionais alteram presença em Coimbra
Os meios de comunicação social de expressão nacional também aproveitaram o Verão para proceder a alterações quanto à presença em Coimbra. Enquanto o Correio da Manhã se prepara para abrir instalações, o Público encerrou a sua delegação na cidade no final de Junho.
Para o director d’As Beiras as “opções comerciais de cada empresa são um reflexo da conjuntura”. Se por um lado a proximidade das delegações regionais “promove a estratégia comercial”, por outro não se justifica manter um espaço físico, “quando a circulação de conteúdos é tão fácil”, acrescenta António Abrantes. “Hoje, temos a figura do jornalista itinerante, que com um computador e uma ligação à internet consegue fazer a cobertura de uma região”.
Também Manuel de Sousa acredita que é a lógica empresarial que dita os destinos das redacções. “Os jornais aproveitam para concentrar recursos para conter custos. São fenómenos cíclicos, hoje desinveste-se, amanhã investe-se.
João Fonseca lamenta “profundamente” que se encerrem delegações. “Não só porque empobrece a região mas também pelo que significa para o próprio jornal, pela tendência de centralização que representa”. O jornalista critica a contradição, “quando se apela ao combate da globalização pelo desenvolvimento do jornalismo de proximidade”.